quinta-feira, 25 de novembro de 2010

cultura punk

Marilia Saveri e Rosane Dover


Lutar por um mundo mais justo e igualitário. Quantos movimentos já não surgiram com esse ideal? Na música, nas artes, na política, na sociedade, a realidade é a mesma: a indignação com o mundo em que vivemos supera gerações e sempre reaparece, cada vez com mais criatividade e inovação.

O movimento punk no Brasil, que teve o fim dos anos 70 como palco para seu surgimento, ainda sobrevive até os dias de hoje, mas com desdobramentos diferentes. A cultura punk ainda continua, em grande parte, com as características básicas, como o princípio de autonomia do “faça você mesmo”, o cuidado com a aparência agressiva e o sarcasmo. Expressões lingüísticas, a moda, o estilo musical, o cinema, a poesia, são algumas ferramentas usadas pelos punks para destacar suas opiniões.

Entre as manifestações mais comuns está a subversão à cultura tradicional e aos costumes da sociedade. Tais posturas, algumas vezes, são responsáveis por constantes conflitos, como ações violentas e criação de gangues de rua. Em São Paulo, por exemplo, há, atualmente, dez facções. Por outro lado, as agitações também dão origem a novas alternativas culturais, festivais e criação de meios de comunicação como revistas e fóruns.

“Ser jovem sem um mínimo de estrutura leva a indignação, daí todo o sistema de reivindicação por uma sociedade igualitária, mesmos direitos e deveres para todos”, diz o pesquisador e professor Jefferson Barcellos.

O movimento surgiu no Brasil em meio à repressão causada pelo governo militar, primeiro em Brasília e depois em São Paulo, onde teve maior expressão. Na capital paulista, a cultura punk surgiu na Zona Oeste, com a turma roqueira da Vila Carolina, influenciados por bandas de protesto como MC5, The Stooges, depois Sex Pistols, The Clash, The Exploited, GBH. Inspirados no espírito inovador importado de outros países de que “qualquer um pode montar uma banda”, o pessoal da Vila Carolina deu origem à primeira banda punk do Brasil: Restos de Nada.

Os músicos da banda aderiram ao movimento e buscava, a exemplo de muitos países, transformar seus ideais em atitudes contra o status quo imposto pelo regime militar. Com um diferencial revolucionário nas composições e no som, a primeira banda punk brasileira deixou um grande legado as que surgiriam posteriormente. O grupo se dissolveu em 1980. Depois surgiram outros grupos de destaques como Cólera, Inocentes, Ratos de Porão, Lixomania, sendo que a maioria continua na ativa.

“O movimento e a música punk nasceram juntos. Uma coisa representa a outra. E grande parte dos movimentos que unem vestimenta e música teve, sobretudo no século 20, a juventude como catalisadora e principal divulgadora. Afinal é a fase em que se solidificam personalidades”, explica Barcellos.

O pesquisador salienta que, num primeiro momento, o movimento era puramente estético e sonoro. Com o começo da década de 80, passou por transformações políticas. E surgiu, então, um ideário político. “Hoje esse atrelamento é que faz com que o movimento sempre reapareça”, diz.



Estilo punk de ser

Depois da música, o visual é o fator mais evidente na cultura punk – eles não utilizam o termo moda, que está relacionado à aceitação social. Na maioria das vezes, usam corte de cabelo moicano, mensagens inscritas nas costas, jaquetas de couro, calças pretas justas, correntes, alfinetes.

“O visual tem a ver com a idéia de uma distopia, mostrar que a sociedade está doente e representá-la através desse visual. É usar o não usual como construção de uma identidade visual. Mas existe uma tendência forte em abandonar essa questão visual e centrar esforços na questão do discurso”, afirma Jefferson Barcellos.

O estilo, o gosto por algumas bandas, a aversão à política atual, são algumas das características que dão identidade ao movimento, e que ainda permanecem.

Quanto às outras ideologias, no início o movimento punk se caracterizava como apolítico, depois de aproximou do anarquismo, hoje se fala em anarcopunk – cada país com suas particularidades. Mas de forma geral, os punks ainda se opõem á mídia, ao Estado, às religiões e às corporações capitalistas.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

BASTA!!!!!!!!!!!!
  A CRISE INTERNACIONAL
 
FOI FABRICADA ENTRE  GOVERNOS E PATRÕES
 PRA NOS MAIS MISERIA
 E A CONTA PRA PAGAR  GREVE GERAL
REDUZ O LCRO DO CAPITAL
< RETIRADO  A VOZ DO TRABALHADOR>








sábado, 6 de novembro de 2010







o sofrimento não tem
nenhum valor
Não acende um halo
em volta de tua cabeça, não
ilumina trecho algum
de tua carne escura
(nem mesmo o que iluminaria
a lembrança ou a ilusão
de uma alegria).
Sofres tu, sofre
um cachorro ferido, um inseto
que o inseticida envenena.
Será maior a tua dor
que a daquele gato que viste
a espinha quebrada a pau
arrastando-se a berrar pela sarjeta
sem ao menos poder morrer?

A justiça é moral, a injustiça
não. A dor
te iguala a ratos e baratas
que também de dentro dos esgotos

espiam o sol
e no seu corpo nojento
de entre fezes
querem estar contentes.

Ferreira Gullar

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A indignação continua bem viva na Grécia



[Hoje (13), em Atenas, tiveram lugar duas manifestações, mas também em Tesalônica, com a presença de milhares de pessoas no centro de ambas as cidades. Registaram-se atentados contra 5 bancos que provocaram danos materiais. A delegacia e duas viaturas foram incendiadas no centro da capital, em Guizi e Exarchia, o bairro onde o jovem foi baleado mortalmente. A seguir informes curtos que chegaram da Grécia.]Dia International de Ação Contra os Assassinatos Cometidos pelo Estado, em 20 de dezembro de 2008 - "Nós não esquecemos, nós não perdoamos"Neste sábado (13), a assembléia da Escola Politécnica Ocupada, decidiu fazer um chamado internacional para o dia 20 de dezembro, para a realização de acões em homenagem a todos os jovens, imigrantes e revolucionários que foram assassinados pelo Estado. Para Carlo Giulianii, Alexis Gringoropoulos, Carlos Palomino, os jovens rebeldes dos subúrbios franceses e tantos outros em todo o mundo. Em breve o comunicado completo da Escola Politécnica Ocupada.TV é ocupada em PátrasNa cidade de Pátras, um grupo de anarquistas ocupou durante meia hora o canal de televisão "Super B", e emitiram ao vivo um vídeo com imagens da luta na Grécia e um comunicado. Vídeo, aqui: http://www.youtube.com/watch?v=J-a1jCD9sk0Manifestação e Ocupação de uma emissora de Rádio em JaniáDepois da manifestação de hoje na cidade de Janiá (Ilha de Creta), foi ocupada uma emissora de rádio, onde foi lido "ao vivo" vários textos escritos pelo espaço autogestionado dos imigrantes, o C.S.O.A "Rosa Negra", a Associação de Professores, de um coletivo de anarquistas da cidade, da Associação de Estudantes da Universidade Politécnica de Janiá e da Prefeitura Ocupada de Áyios Dimítrios.Prisioneiros apóiam a lutaMilhares de prisioneiros, nos 23 presídios da Grécia, na terça-feira passada, entraram em greve de fome (por um dia) para se solidarizar com a luta e contra o terrorismo estatal. agência de notícias anarquistas-ana

ao voltar dos camposabro a portae a lua entra comigo Rogério Martins

essse trxto foi returado do coletivo podao  de sao paulo